sábado, 25 de agosto de 2012

Draghi, também tu super Mário ?

O Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mário Draghi , surpreendeu os analistas e os mercados pela positiva. Gosto de Draghi. Revejo-me no seu pragmatismo. É na minha opinião e na qual conjuntura uma excepção á mediocridade geral dos actuais Líderes Europeus. Estes contabilizam fracassos absolutos na sua acção. Também os anteriores presidentes do BCE, primavam por incutir um espírito conservador nas suas politicas monetárias, acima de tudo porque instituíam como prioridade as medidas anti-inflacionistas. Compreendo essa preocupação numa lógica de expansão económica. Mas não no actual contexto de contracção da economia. Sucedem-se cimeiras atrás de cimeiras e a paralisia continua. Chega a impressionar a falta de coragem de tomar decisões. Reina a incapacidade fruto do Egoísmo. O falhanço é total. Draghi, há cerca de duas semanas atrás bridou-nos como uma mensagem diferente. Finalmente uma voz lucida. Proferiu qualquer coisa como o seguinte : “ O BCE tem mecanismos para resolver esta crise. Acreditem em mim e isso será suficiente” . Simples mas notável, na minha opinião. Não, não foi sequer um problema de tradução, ou um Italiano a expressar-se mal em Inglês. A provar isso, fica a reacção dos mercados financeiros. Foi imediata. Surpreendente até. As bolsas não pararam de subir durante mais de uma semana. O que os mercados apreciaram foi o facto de alguém propor soluções e não desculpas. Finalmente, acção e não retórica. Os mecanismos que Draghi não explicitou mas que os mercados interpretaram imediatamente, tinha a haver com dois pressupostos / medidas: a hipótese da baixa da taxa de juro de referencia para novo record (abaixo dos actuais 0,75%), e também a possibilidade do BCE comprar divida no mercado secundário aos Países agora mais expostos (Itália e Espanha). A primeira medida seria um estimulo apreciável ao crescimento. Recordo que a taxa de juro base da reserva Federal nos Estados Unidos é 0.0%..0,25% - mínimo histórico, precisamente para estimular a economia. Acabo de ler no Diário Economico de hoje que Bernanke ( Presidente do FED) diz existir margem para lançar mais estímulos á economia Norte Americana. É confrangedora a comparação com os “vermes” Europa. A segunda eventual medida de comprar divida, via BCE, visaria blindar os juros da divida dos Países em dificuldade. No fundo, instrumentalizar o BCE a agir, o que erraticamente Merkel recusa fazer , ou seja a emissão de títulos divida conjunta (Eurobonds). O plano de Draghi culminaria na sua plenitude com o que tenho defendido e escrito á muito tempo. Com esta “tirada” parecia que Draghi estava a preencher o vazio de Liderança, do fantoche Merkel e seus “muchachos”. Pois bem, infelizmente este foi sol de pouca dura. Durou apenas duas Semanas ! Isto porque o mundo ficou suspenso pelas eventuais medidas que Draghi tinha premeditado. Mas Draghi, já pressionado, foi um “flop”. Criou expectativas inúteis. Desiludiu em toda a linha. Afinal uma mão cheia de nada. Não só não baixou a taxa de referencia, como decidiu comprar divida apenas se o resgate for solicitado pelos governos de Itália e Espanha. Eu fiquei perplexo!! mas imediatamente entendi : também o Super Mário se vergou vergonhosamente ao Budesbank e á srª Merkel. Espera-se que fosse consequente e não inconsequente, como todos os outros. Esperava-se acção e não inacção. Esperava-se coragem e não cobardia. Impressionante foi a reacção dos mercados financeiros. Ainda Draghi discursava e já as bolsas em todo mundo baixavam 4/5%.Isto eu nunca tinha visto, e á muito acompanho as variáveis que influenciam as bolsas. Inédito. Cruel, mas representativo. A perplexidade que referi, não foi definitivamente um capricho meu.. Esperava-se um Super Mário e afinal saiu um cordeirinho da errática política da Chanceler. Apetece dizer : também tu Super Mário ? Verdade seja diga que foi a crise do subprime nos Estados Unidos que contaminou em definitivo a Europa. Esta bolha Imobiliária conduziu a uma crise financeira , e esta por sua vez a uma crise Económica. Foi no seio da crise económica que acertadamente os estados injectaram dinheiro na economia para evitar o colapso da mesma. E evitaram mesmo, não se repetiu a grande depressão com inicio em 1929. Mas foi essa injecção de liquidez que induziu na crise da divida. É essa crise de divida que a Europa mostra incompetência de resolver. Incompetência essa que pode levar a uma nova recessão económica, e Global. Esse é o patamar actual. Este é o debata que é urgente lançar. E deixo-vos esta reflexão : é este impasse na Europa que começa agora a condicionar o próprio crescimento dos Estados Unidos. E isso pode ter consequências fatais , ou seja, a não reeleição de Barack Obama em Novembro próximo. Até porque já todos entenderam que o Republicano Mitt Romney representaria um retrocesso não só na economia como também civilizacional. Voltarei , seguramente e aqui , a emitir a minha opinião sobre a eleição Presidencial nos Estados Unidos, pois esta será decisiva e condicionará o futuro de todos nós. A União Europeia é o projecto mais bem conseguido da história da humanidade. Nenhum outro se nivelou a este sucesso. Constitui-se sem conflitos armados. Conseguiu-se respeitando a heterogeneidade cultural, com um fim sólido de convergência, de progresso. e bem estar. Tudo isso agora está em causa pela cobardia de quem lidera. Não tenham duvidas , uma Europa não Unida ou fragmentada será insignificante no quadro global. O sua implosão influenciará a Economia Global , será fatal para a própria Europa, e suicida para a Alemanha. Impressionante alguns não entenderem esta tese. No simbolismo da ultima Olimpíada, em Londres, Transpôs uma analogia para a Europa e o seu papel no mercado Global. Vejam-se o resultados dos Países por medalhas. Existem dois Gigantes : Estados Unidos e China, e o resto dos Países a grande diferença. Os Resultados, por medalhas, de cada um dos Países Europeus é ridículo quando comparado com os referidos Gigantes. Mas vejam , a Europa esmaga se somarem o conjunto das medalhas dos Países da União Europeia. Repito Esmaga, claramente a concorrência. Até no desporto a Europa é a maior potencia do Globo. Sozinha a Alemanha foi humilhada, no medalheiro da Olimpíadas. Pois,… Que grande ensinamento! Que grande analogia e ensinamento (reitero) para todas as áreas da sociedade global, da Economia á Política. Que grande lição. É esta a dicotomia de dois caminhos antagónicos. Um levará á decadência europeia, ou a ruina do projecto mais bem conseguido de sempre. O outro a uma Europa dominadora, competitiva, ou o sitio do planeta onde todos ambicionam viver. Um abraço Joaquim

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Passos Coelho, o Provinciano.

Reconheço que simpatizei inicialmente com Passos Coelho. Na forma e até na substância. Na forma, seguramente, pois brindava-nos com uma mensagem pela positiva, sem qualquer pretensão de lavagem de roupa suja em relação ao anterior executivo. Isto era novidade, e em antítese a todos os outros Governos. Na substância porque incutia uma mensagem que o estado deve desperdiçar menos. E que se deve promover as liberdades individuais, com mais iniciativa privada, mais empreendedorismo. A ideia acertada de que com menos peso do estado, naquilo que o mesmo não tem competências para gerir, como o seu sector empresarial, a sociedade se libertava de mais carga fiscal, e isso promoveria o crescimento, a competitividade e o emprego. Na vertente Política era também amplamente meritório o afastamento de Passos em relação ao Cavaquismo na sua vertente mais obsoleta e retrógrada. Mas principalmente o caciquismo do cavaquismo : ou o “dream team” , Dias Loureiro, Duarte Lima, Oliveira Costa, Isaltino,…. Pois bem, mas a verdade absoluta e invariável é que passado um ano, podemos concluir que este é o Primeiro Ministro mais IMPREPARADO da história da democracia Portuguesa. E nesse leque incluo Pedro Santana Lopes, para que não haja duvidas. Vou a seguir tentar fundamentar esta “sentença”. Não sou Político, mas nada tenho contra os Políticos profissionais, pois se prosseguido o seu fim, a política é a mais nobre das profissões , no serviço da “coisa” publica. O mesmo não direi dos “meninos” sem talento que chegam ao mundo dos negócios pela via ”papá”. Calma, nem todos os casos, pois conheço alguns bem meritórios. Mas esses não constituem a maioria. No caso Passos Coelho existe uma terceira via. A via “Angelo Correia”. Desmascarou-se agora essa mentira de Passos como homem dos negócios ou Gestor de empresas. Afinal esta era apenas uma aposta num “jota” , que começou a trabalhar depois dos 30 anos , e que prometia futuro político. Percebem-se agora as tiradas infelizes de Passos Coelho em relação aos jovens que devem Emigrar!, á desvalorização social como factor de competitividade, ao empobrecimento como estratégia de desenvolvimento do País. E agora com essa extraordinária ideia que afinal é uma oportunidade estar-se no desemprego! Que esperança dá este PM a jovem empreendedor ? O crédito vedado, a economia em contracção, por Politicas erradas. .. Não Sr. Primeiro Ministro o mundo real da economia não se resume ao “tacho” de gestor que teve na teia de empresas de Angelo Correia! O mundo Real e as dificuldades das pessoas não são tão redutores como a sua mente julga! Nem toda a gente pode “ir ao pote” como sugeriu, pois o senhor seguramente não sabe o que é estar desempregado, como não sabe o que é ter que desempregar alguém! O senhor não teve que trabalhar. O seu exemplo é um não exemplo. As suas empresas não competiam no mercado aberto. Os seus méritos de Gestão, ou ausência deles, eram insignificantes nos resultados das suas empresas. Mas o que mais repúdio em Passos Coelho é o seu Provincianismo. São duas lógicas antagónicas ser-se da Província ou ser-se Provinciano. Eu sou Beirão ou da Província com todo o orgulho e convicção. Trabalho em Lisboa a mais de dez anos, mas todas as minhas raízes, família e amigos estão na Beira. Quando me chegam noticias da minha terra regozijo-me quando são boas. Procuro relativizar as menos boas. E repugna-me as de pura maledicência, ou demagogia. Esse é também um dos problemas da cidade e do País. A ausência de massa de critica em contraponto com o insulto fácil. Sempre a mesma lógica : auto responsabilizar sempre os outros pelos insucessos colectivos. Ou pior, auto responsabilizar os outros pelas frustrações próprias. Isso é uma variante do Provincianismo. Ser-se provinciano, é sair-se da Província e deslumbrar-se com o mundo. O provinciano quando visita outro País julga ter realizado um feito apreciável, quando a única coisa notável que fez foi passar a fronteira. O provinciano vê sempre a galinha dos vizinhos distantes mais gorda que a dos seus vizinhos próximos. O provinciano tem um complexo de pequenez. O provinciano não suporta o sucesso dos seus conterrâneos. O provinciano sorri de ansiedade com a desgraça alheia mais próxima, mas deslumbra-se com os mais poderosos. Sr, Primeiro Ministro, vou-lhe referir qual é o expoente máximo do Provincianismo. Foi protagonizado por sua excelência. Vamos aos factos. Como já escrevi anteriormente a Europa mergulhou na cise da divida por culpa própria, e não apresenta soluções ,por culpa de quem manda e por culpa dos cobardes como vossa excelência. Esta semana Rajoy falou pela primeira vez nos Eurobonds ( eu já os defendo á cerca de dois anos ). Se existe um problema de divida é preciso blindar os Países mais expostos ao efeito especulativo. Não vale a pena culpar os mercados. A Alemanha de Merkel não terá nenhuma iniciativa para inverter o desastre, até ás eleições do próximo ano. Esta é uma visão medíocre e redutora da Europa, protagonizada por Líderes também medíocres, que olham para o umbigo em detrimento da “big picture”. Garantido é que deles não rezará a História. Mas existem agora outros sinais. Um dos maiores seguidores de Merkel já roeu a corda. O Primeiro Ministro Holandês demitiu-se por achar errática a política de austeridade imposta á Europa, pela Alemanha. Mário Monti o Primeiro Ministro Italiano defendeu também a emissão conjunta de Obrigações /títulos de dividas. Mario Monti é , como sabem , um tecnocrata , não um Político. Holland , prometeu o mesmo , e verdade seja dita brindou a Europa com uma nova dinâmica e Esperança. E entusiasmou os outros. Toda a gente já entendeu. Merkel não quer torcer o braço enquanto existirem eleições locais na Alemanha , prefere correu o risco da Hecatombe para a Europa e para a…. própria Alemanha. Inacreditável. Porque trágico. Mas, meus amigos, a apoteose do ridículo foi protagonizada por outro suposto estadista. Tenho que voltar a si, Sr. Primeiro Ministro. Com toda esta nova onda de Politicas que dão primazia o crescimento, e volte face de tantos , o senhor quis agradar ao chefe. Ou á chef(a) par ser mais rigoroso. Olhe, dou-lhe desde já um conselho : os bons chefes são os que gostam de ouvir uma opinião diferente para assim moldar e melhorarem a sua própria opinião, mesmo que legitimamente possam não a mudar. Os bons chefes não querem que tudo se resuma a um monólogo. Os bons chefes prescindem de quem não acrescenta valor. Os bons chefes esperam competência e soluções dos seus subordinados. Os bons chefes preferem o contraditório aos “yes men”. Tenho uma máxima que á muito defendo: quando duas pessoas numa organização pensam exactamente da mesma forma, uma delas sobra. A sua chefe, Sr. PM, não será seguramente um exemplo de chefia ou liderança , mas o Senhor é uma fraude como subordinado. Não é digno de representar os interesses do País que o elegeu. Esse País que o senhor representa seria dos mais beneficiados na emissão conjunta de obrigações Europeias. Mas o senhor subserviente ao chefe humilhou todos os Portugueses, ou pelo menos os seus interesses. O Senhor ao referir-se , que não concorda com a emissão dos Eurobonds ,ou que estes seriam apenas, um ponto de chegada, vergou-se vergonhosamente. O senhor como na sua vida trabalhou pouco anda deslumbrado com o poder. E como é hipócrita e quer agradar aos “grandes”, faz figuras tristes. Olhe que gerir não é cortar cegamente. Isso é fácil e não tem riscos. Dou-lhe outro exemplo. Provincianismo é auto intitular-se como assíduo da leitura, e até se invocar Jean-Paul Sartre como referencia. Depois descobre-se que não conhece a obra do Autor, ao referir que leu um livro que nem sequer existe, como fez questão de notar Pacheco Pereira. Não é vergonha não ler Jean-Paul Sartre. Vergonha é a mentira ao serviço da vaidade pessoal. Vergonha Pior ainda é quando vaidade pessoal esbarra na Pieguice. Pois,…É este o expoente máximo do Provincianismo. O Provincianismo e o Anacronismo são os maiores pecados da nossa história. A má noticia é que hoje temos um Primeiro Ministro que corporiza a variante mais patética do Provincianismo. Mudará para melhor a Europa, seguramente , e o Sr. Primeiro Ministro ? Um abraço a todos Joaquim

terça-feira, 1 de maio de 2012

Poderá a França de Hollande evitar o abismo?

A actual Alemanha, de hoje, tem uma visão redutora da Europa. Conheço relativamente bem a Alemanha, posso-vos dizer que, por razões profissionais, é o sitio do Planeta onde tenho mais amigos, excluindo naturalmente Portugal. Constato uma grande diversidade de opiniões, mas é real em muitos quadrantes da sociedade a ideia que é a Alemanha que paga a preguiça dos Países do Sul da Europa. É comum ouvir-se “ andamos nós a trabalhar para outros não produzirem e estarem tranquilos apanhar sol na Praia !” Penso que todos entendemos a razão por que chegamos a esta crise global. Mas talvez nem todos entendam a razão por que a Europa ainda não inverteu o rumo. Na ressaca a crise do sub prime e após injecção de liquidez no mercado da maior parte dos governos, equacionavam-se dois caminhos para a saída da crise. Um passava por estímulos á económica e incentivos na criação de emprego. A Lógica é que seria o crescimento económico que sustentaria o anterior agravamento da divida e do défice. Uma outra perspectiva é que o financiamento da economia se solidificaria com uma Política de austeridade. Ou seja, empobrecer os Países mais expostos aos mercados. Fazer um dowgrade no seu poder compra, desvalorizar os salários, para equilibrar a balança comercial: menos importações (pela quebra do poder de compra) e promover as exportações ( aquelas que assentem na mão de obra barata e não qualificada ! ) Esta é a forma de instituir o retrocesso Economico e a desvalorização social como formula suposta de estes Paises se voltarem a financiar nos mercados. O Primeiro caminho foi seguido pelos Estados Unidos, o segundo pela Europa via MERKOSY. Pois bem, vamos agora aos RESULTADOS: A Europa mergulha numa crise de divida. A austeridade teve um efeito perverso. Em vez de menos divida e menos défice, registou-se mais divida, mais défice, e mais contracção económica. Pior ainda, se o grande desígnio era “agradar” aos mercados este brindaram a emissão de títulos de divida com mais juros e menos procura. O segundo caminho, mencionado acima, foi protagonizado pelo Estados Unidos. Os resultados não suscitam duvidas: expansão económica, BOOM no sector automóvel, e criação de emprego. Vejam-se os ratios macroeconómicos do País, ou ainda o “Stock Exchange Market” – O Dow Jones está acima dos 13.000 pontos, ou seja, perto de atingir um Máximo histórico! É ou não é comum afirmarmos que são os mercados financeiros que antecipam sempre os ciclo económicos? Angela Merkel personifica uma visão limitada, medíocre e redutora da Europa. Não está a altura de grandes estadistas como Helmot Kohl , só para referenciar alguém com a mesma conotação Política. Se Merkel governasse nos anos 70/80 não se teria efectivado a reunificação Alemã e muito menos o projecto Europeu. A sua preocupação são as eleições Locais e Regionais. Não tem um Modelo ou um projecto para a Europa, quando a mesma Europa mais o necessita. Fundamento a seguir a razão porque penso que Merkel nos está a guiar para o desastre. Mas gostaria primeiro de relevar as virtudes da Alemanha ( não da Alemanha via Merkel ). Seria tremendamente injusto não reconhecer que a Alemanha é efectivamente um caso emblemático de sucesso. Digo-o pela sua capacidade produtiva. Pelo desenvolvimento e Inovação. Pelo esplendor da sua capacidade organizativa. Pela primazia tecnológica. Tudo isto são chavões que têm uma tradução pragmática na competitividade e Excelência dos seus produtos. Aqui reside o extraordinário mérito da Alemanha. Mas deixo uma pergunta? É isto suficiente para a Alemanha ter sucesso absoluto nos mercados? Não é, e por uma razão muito simples : é preciso que esse mercado exista. De que serve alguém ser o melhor do mundo a fazer seja o que for, se depois não tiver a quem vender? Poderemos até defender que a Alemanha tem um grande mercado interno de 80 Milhões. Mas é isso suficiente para alimentar o “motor”? Não, não é. E também por uma razão muito simples: O sucesso económico da Alemanha está esmagadoramente indexado ás suas Exportações. Mas deixo-vos agora o dado mais significativo : mais de 60% das exportações da Alemanha são para a Zona Euro. Não para a União Europeia, mas para a Zona Euro. Daqui advém uma conclusão muito objectiva: O Euro, como moeda forte, defende inequivocamente os interesses da Alemanha. O Euro brinda á Alemanha o MERCADO que a Excelência dos seus produtos proporciona. Registe-se, numa altura que existe contracção Global da Economia as multinacionais Alemãs, batem recordes de vendas como a Siemens , Daimler , BMW , Bayer e esta semana a VW. Pois bem , facilmente se pode extrapolar que se não existisse a moeda Única , todos os restantes Países da zona Euro desvalorizariam progressivamente as suas moedas. O que tornava progressivamente mais caros os produtos provenientes da Alemanha. No limite , se se confirmar a saída de algum País da zona Euro estima-se uma desvalorização imediata de 60% da moeda local VS Euro . Quer dizer que os magníficos produtos da Alemanha ficariam 60% mais caros, logo inacessíveis. O impacto seria um “brutal fact”, para toda a União Europeia , mas principalmente…para a Alemanha. Ou a implosão da “locomotiva”. Se a Alemanha é quem mais BENEFICIA com a moeda Única, é legitimo que exerça também as suas OBRIGAÇÔES. Uns meses atrás ouvia Merkel defender categoricamente que não queria uma União da divida. Eu penso exactamente ao contrario. Se existe um problema de Divida, terá que ser encontrada uma solução comum para a Divida. Na minha opinião a forma de blindar o efeito especulativo é pela via de emissão conjunta de obrigações ou títulos de divida. Os chamados EUROBONDS Não vale a pena culpar os mercados. Eles agem onde podem maximizar o seu lucro. Permitam-me a analogia, todos nós colocamos o nosso dinheiro onde com segurança nos pagam mais juros, ou doutra forma quando vamos ao supermercado compramos os produtos com melhor relação preço qualidade ( independentemente da origem, dos colaboradores, ou das politicas empresariais, ou dos capitais que os finaciam) . O problema não são os mercados. O que carece são os Políticos e estadistas. Implementar austeridade é fácil, difícil é fazer reformas. Cortar é fácil, difícil é gerar riqueza. Um claro exemplo que mostra como errática é a política MERKOSY. A Espanha mudou de governo e a semana passada apresentou um package inédito e ambicioso de medidas de autoridade. Qual foi a reacção dos mercados ? Os juros bateram um novo record na emissão de divida. Ou seja, as medidas de Rajoy foram ridicularizadas para o efeito pretendido. Não tenhamos duvidas, este é o efeito irreversível que vai dizimar País a País, Economia a Economia. A Espanha não tem um problema de divida, mas foi e está a ser atacada. E porquê ? Respondo com uma absoluta banalidade : porque era o seguinte. E vai haver sempre um seguinte do seguinte. « A Austeridade está a empurrar a Europa para o Suicídio » este é o veredicto do Nobel da Economia “Joseph Stiglitz” proferido esta semana. Mas não é preciso ir longe , estou de acordo com Marcelo Rebelo de Sousa que repetitivamente defende que o melhor que poderá acontecer á Europa é “ver-se livre destes dois : “Mercosy” Isto poderá ser muito mais que uma tragédia grega. Reitero: é a hora dos políticos que estejam á altura de : Olof Palme; De Gaulle ; Helmot Kohl; Jack Delores, Churchill Mitterrand. É por isso também hora de correr com os situacionistas, os medíocres os hipócritas e os cobardes. A Derrota de Sarkozy poderá ser a inflexão deste ciclo desastroso conotado com Angela Merkel . A dar-me razão veja-se o que aconteceu esta semana com o despertar de Merkel á provável derrota Sarkozy e mudança do seu discurso admitindo a injecção 200 Mil Milhões de Euros na economia, pela via do BEI, para estimular o crescimento e o emprego. Sarkozy falhou, vai fica conhecido por ser apenas a muleta da política errática de Merkel. Este senhor não existe politicamente. É um mero Cataventos,… Não sei se Francois Holland está a altura do tremendo desafio, provavelmente não. Mas vale pena tentar inverter o caminho para o suicídio que Stiglitz prognostica. E já agora que influencie “outros” que instituíram como única prioridade ser os bons alunos do desastre,…. Um abraço Joaquim Marques

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Ó Duque : “É a competência, estúpido! “

Na bem sucedida campanha eleitoral de Bill Clinton em 1992, contra a eventual reeleição de George Bush (Pai) , James Carville ficou celebre com a citação «É a económica, estúpido» . Esta máxima garantiu o seu lugar no panteão das citações Universais. Daqui estabeleço uma analogia para a nossa “Praça” que gostaria que fosse igualmente eficaz. Calma, não tenho essa pretensão. Mas vou-vos dar um exemplo bem elucidativo do pior que o nosso País tem. Que tem e continua a produzir em grande escala.

João Duque é conhecido por todos, por nos entrar todos os dias em casa pela via SIC - Noticias, ou em qualquer outro filme de terror juntamente com Medina Carreira. Mostra-se com uma posse superior. Fala calmamente, pois pensa estar num nível superior. Apresenta-se enfadado com País, pois este tornou-se pequeno para o seu talento. Chateado de ter nascido num País que não o ouve. Constrangido com as banalidades dos outros. Já não cabe no País, pois o mesmo não está a altura de compreender a sua genialidade.
Bom, passemos então ao seu notável contributo. Pensava eu que lá chegava pela via dos meus conhecimentos em Economia. Mas não é preciso nenhum descodificador. Tenta a táctica de bem falante, mas a substância do seu discurso é nula. Inócua no conteúdo. Inchado do seu background, mas fútil na mensagem. Indignado com a sociedade, mas usa-a para as suas teorias esotéricas e Imbecis. Não há uma ideia. Uma explicação sequer. Uma Fundamentação. O único output é falar mal de quem acrescenta valor e tem Iniciativas. A sua arma é a cultura da maledicência. Na sua cabeça, comparado com o seu talento tudo é mau no País: Governantes, Gestores, os empresários, os trabalhadores, O Don Afonso Henriques, a geografia do território, a Industria do futebol, os Banqueiros, as auto estradas, as barragens, os barrocos,…. Afinal quem é o pacóvio? “É a competência, estúpido.”

Para ficarmos esclarecidos e elucidar o ridículo, pelo menos uma vez na vida João Duque foi convidado pelo Primeiro Ministro a trabalhar. Repito trabalhar, não falar mal. Foi convidado para coordenar um grupo de trabalho na definição de serviço publico de televisão. O resultado é publicamente conhecido : Um desastre. Á apoteose da irresponsabilidade. Medíocre na capacidade de Gestão de recursos. Trapalhada na coordenação do grupo que encabeçava. Nem sequer o trabalho de casa foi feito, em previamente diagnosticar os “Issues” e estudar os devidos dossiers. A taxa de reprovação da opinião publica foi total, não me lembro de tanto Unanimismo. Já me esquecia de referenciar o extraordinário resultado deste “task team” – passo a citar João Duque : « A RTP Internacional deve ser filtrada e trabalhada pelo Governo » . Será que este senhor se referia ao Burkina Faso !?. Senão, então João Duque percebe tanto de Economia como o Emplastro do dossier de Privatização da RENE ! Com todo o respeito para o Emplastro que também nos entra em casa quase todos os dias, mas que não incomoda ninguém, muito menos produz tele lixo. “É a competência, estúpido.”



Este Senhor é uma nulidade como Gestor. O grande paradoxo é como ser possível liderar uma instituição como o ISEG! Como é possível tanta incompetência!? O que é possível é a grande “lata”. Depois de lhe ter caído a mascara voltou ao seu emprego garantido! Pudor e vergonha não fazem parte do seu léxico dos profetas da Desgraça. “É a competência, estúpido.”

O problema, meus amigos, não é João Duque ser incompetente. O problema é a notoriedade que lhe é concebida. E essa notoriedade é o resultado da estratégia dos medíocres : atacar tudo e de todos, e nivelar tudo por igual. Mais, o problema do País não é João Duque, o problema do País são a infinidade de João Duques que a sociedade está a produzir. Tenho referenciado vezes sem conta esta catástrofe cultural. Esta catástrofe não é temporária, é transversal á sociedade Portuguesa. A ausência de massa critica em contraponto com a cultura da maledicência. É esta a maior crise do Pais. Não depende de ciclos ou da conjuntara externa. Não tende a diminuir, expande-se. E porque inimputável justifica o desastre a que chegamos. “É a competência, estúpido.”

Um abraço
Joaquim Marques

domingo, 4 de dezembro de 2011

O empobrecimento como Estratégia

Existem duas Estratégias de Desenvolvimento de um Pais. Essas duas Estratégias estão Indexadas em dois Modelos Económicos, também distintos.

Um desses dois Modelo, centra a competitividade da economia nos baixos salários. A lógica é que a baixa qualificação indexa numa base de negócio de mão de obra intensiva, logo “low cost” . Como este Modelo requer no produto final um baixo teor tecnológico, a riqueza exportada é também de teor baixo. Assim, o valor acrescentado no Produto Interno Bruto é também modesto. Mas aqui reside outro problema. Se este Modelo foi relativamente útil quando o patamar primava pela ausência de recursos qualificados e um Portugal de há 30 anos profundamente subdesenvolvido, agora o mesmo seria desastroso quando esse nível de qualificação nos posiciona noutro patamar. Mais ainda, na actual lógica do mercado global, mesmo que o nossa Estratégia retorcesse existiriam sempre outros a fazer com custo mais baixo : China , Norte África, Este Europeu , etc. Este é o Modelo que , agora, nos propõem. Uma aposta no “downgrade” da Qualificação e um “upgrade” no trabalho intensivo sem valor acrescentado. Trabalhar mais por menos dinheiro e menos direitos, para assim termos um País moderno, progressista, inovador e dinâmico !!!!!.. Não será esta a apoteose da cegueira?!….O resultado futuro será proporcionalmente Inverso, ou seja , um País seguramente mais pobre, retrógrada e desigual.

O Outro Modelo focaliza-se na cadeia de valor do Produto. Não são, aqui, lugares comuns a qualificação e Inovação. Não são valores vãos, a concepção, o design, e o desenvolvimento de marcas e produtos. Deixo-vos um exemplo de sucesso. O sector do calçado estava condenado á insolvência á seis anos atrás, porque o negocio era apenas sustentado pelos salários baixos e desqualificados. Hoje representa um notável contributo para o PIB e exportações, precisamente porque se inverteu a Estratégia. Promoveram-se marcas nacionais e com trabalho qualificado criaram-se novas apostas em segmentos de mercados. Investiu-se, não se desinvestiu. Incentivou-se, não se alienou a esperança. Não se baixaram os salários mas apostou-se nos salários qualificados com mais remunerações. Não se reduziram os dias de trabalho, apelou-se e promoveu-se o empreendedorismo. Criou-se valor.

No limite, deixo-vos outro elucidativo “case study” . Uma mala Louis Vuitton custa numa loja credenciada nos Chans Ellise €2.000. No “breakdown” do custo do Produto apenas €100 é representado pelas matérias primas e mão de obra que compõem os Materiais. Os restantes 95% da cadeia de valor da mala são: Promoção, Inovação, Marketing , Desenvolvimento, Design , Investimento, Prestigio logo lucro , … Pergunto : qual deve ser a estratégia para um País que tem um razoável nível de qualificação? apostar nos 5% da cadeira de valor , mesmo podendo ser esmagado por outros mercados , ou apostar nos outros 95% da cadeia de valor , estimulando o talento e a qualificação dos recursos ? Onde é que está o potencial de crescimento : Nos 5% ou nos 95% da cadeia de valor?!

Infelizmente esta não é a visão actual, e repugna-me quando um PM apela ao empobrecimento como Estratégia de Desenvolvimento. Ainda mais, como cereja no cimo do bolo, um Secretários Estado incentivar os jovens para Emigrar,… abaixo deste “statement”, nada.

Um abraço
Joaquim

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A mentira Colossal

Culpar sempre os outros, para explicar e desculpar as próprias medidas. Este é o mais básico e clássico truque, que mais não é que a pior das qualidades do Português: sempre “eles” os malvados, e nós os iluminados. Ou a dicotomia entre os bons e os maus. Mas o pior não é essa avaliação facciosa, mas a mentira que a sustenta.

O governa refugia a sua acção num buraco de três mil milhões de euros. Ou a falaciosa teoria de se já ter gasto 70% do défice anualizado. O que é que eles viram que a Troika não viu ? O que é que eles viram para além dos 1,6 mil milhões reportado pela da União Europeia? E calma, os mesmos 1,6 mil milhões são explicados por 3 curiosas componentes: o buraco da Madeira, o Buraco do BPN, e a quebra de receita não corrente. Onde está na execução orçamental a responsabilidade do anterior Governo!? O anterior executivo em 2011, governou 3 meses, mais dois meses em governo de Gestão. É preciso muita lata para alguém se desculpabilizar com este embuste de suposto desvio.

Mas é na substância que está o previsível desastre. O Mentira colossal vai indexar num erro colossal. Explico porquê. Na minha perspectiva, como Economista, as reformas e nomeadamente as da administração Publica, devem ser feitas em alturas de expansão económica. É nestas circunstâncias que o estado tem de equilibrar e até criar um folga nas contas publicas, para poder á posterior ser uma almofada de injecção de cash na economia quando esta entra em contracção. O estado deve ser o contra ciclo dos ciclos da Economia.
Os Governos de Cavaco e Guterres não fizeram este trabalho. E de aqui resultaram os problemas de crescimento e consequente Endividamento.
Voltando ás medidas do Governo. O problema não está na equidade dos sacrifícios. O problema está neste voluntarismo inútil de se querer mostrar mais serviço que o requerido pela Troika. Esse voluntarismo idiota vai levar o País para o abismo. Esse abismo levará ao Incumprimento. Estas medidas vão acelerar o actual ciclo recessivo. Não havia necessidade. O Financiamento foi garantido cumprindo o memorando assinado com a Troika. Mais do que isso levará a cisões sociais. O clico passa a ser Invertível. E desta forma: mais austeridade traduz-se em mais recessão. Mais recessão implica mais défice. Mais défice potencia mais divida. Mais divida requer novamente mais austeridade. É um beco sem saída. Ou a única saída é o dowgrade da sociedade. O empobrecimento é o único output do referido ciclo. Tem razão o Primeiro Ministro quando defende que a saída da crise da Divida passa pelo empobrecimento País. Tem razão na tese, mas falha redondamente na cura. Estas medidas de autoridade não são preventivas, mas sim o acelerador definitivo para o default. Assim sim, o empobrecimento é irreversível.
Isto, meus amigos, foi rigorosamente a solução suicida para a Grécia. E hoje é o próprio FMI que reconhece que o garrote financeiro da Grécia não resultou. Mais, hoje é o próprio FMI que não quer repetir a asneira em Portugal, sugerindo estímulos ao crescimento. Eles não querem, mas o nosso Governo sim, quer. Repito: a mentira colossal vai indexar num erro colossal.

Um abraço

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Já chegamos á Madeira.

«A Madeira é um exemplo de desenvolvimento e de Gestão de dinheiros públicos». Sabem o Autor(a) desta citação? Manuela Ferreira Leite em Setembro de 2009. Pelo menos não falta coerência: o espectáculo deplorável da Madeira está ao nível desse grande embuste de estadista que nos queriam vender.

Não venham agora com a conversa a treta da Democratização da culpa. Não venham agora com o Tribunal de contas, INE, ou outros. Não democratizem a culpa quando esta tem um rosto. Não estendam responsabilidades Politicas quando estas têm uma cor. Não desculpabilizem, defendendo á boa maneira Portuguesa que afinal são todos iguais. Muitos achavam Graça. Só que esta Graça vai ficar agora muito cara. Não me parece é que os que contribuíram para o circo queiram agora pagar. Ou os que gostam deste espectáculo deprimente, estejam na frente dos sacrifícios para tapar o buraco. Penso que para além da tragédia financeira esta é uma questão de sanidade mental. Esconder despesa ao governo central e União Europeia é crime. É crime violar grosseiramente obrigações legais. E é eticamente deplorável. Mais ainda, quando confirmado que foi feito deliberamente, sem qualquer sinal de arrependimento, constrangimento ou vergonha. Isto não é autoritarismo, mas má educação. Não é uma forma de fazer Política, mas sim o caciquismo do pior da Política. Não é querer ser-se inimputável, mas sim grotesco e boçal. Não é querer ser-se engraçado, mas ser-se palhaço. Nem sequer é ser-se um básico de baixo nível com falhas de formação, mas sim um palerma.

E como é feita a defesa por toda esta entourage?! Pois bem, vou explicar e seguro que estarão de acordo. Qual é a velha técnica? Muito simples : criar um Inimigo comum. Um demagogo para arregimento das forças internas cria um inimigo comum. O Insulto passa a ser arma para gerar mais ódio , e esconder a própria mediocridade. Assim os que não alinham pelo discurso oficial são intitulados como os traidores. O tal inimigo comum foi, é, e será Jose Sócrates. Mas que grande homenagem ao ex. PM! Sem duvida que o azeite vem sempre ao de cima. Apenas um único Político repudiou a tempo este desastre. Sim, o mesmo que foi culpado pela crise interna e global (!). Sim, o mesmo que confrontou o lóbi cooperativista. Sim, o mesmo e único que quis inverter o Status Quo. Logo desagradou porque governou em circunstâncias tremendamente difíceis. O Homem que “carregou” sozinho a crise e as frustrações de muitos, para que o colapso fosse evitado, mas que não desistiu ou fugiu. Percebe-se o porquê de tanto Ódio e Cobardia.

Mas o paradigma da Madeira brindou-nos ainda com o maior dos anacronismos: Um Presidente da República fútil, tendencioso e Inócuo. Uma sensação generalizada, que o senhor está ultrapassado e vencido pelo tempo. Na entrevista desta semana dos 100 dias de governo veio-nos comunicar que antes alertou para o descalabro da divida por culpa do anterior governo (Qual crise Internacional qual quê!), mas que agora tudo depende da Grécia e da evolução da crise Internacional. Ou seja ,depende agora da mesma crise que antes não existia! Depois diz que tinha avisado. Mas avisado se quê? Que o Sub prime iria induzir uma crise financeira numa crise económica á escala Global!? Mas qual era a substância dos avisos? Não entendo como é que a Irlanda , Espanha, Itália , Reino Unido , Estados Unidos e o resto de todos os outros Países, não seguiram os iluminados avisos do PR de Portugal. A seguir brinda-nos que o agora maior buraco da democracia Portuguesa, se resume a uma questão de estilo do Dr: Jardim (repita lá ,por favor !) . Quando lhe foi feita a pergunta relativamente ao facto dos impostos adicionais serem sobre o Rendimento , o sr: PR teve uma resposta absolutamente evasiva : « o problema de taxar os rendimentos tem a haver com a cultura histórica do legislador» Fiquei perplexo.
Outra ideia que nos brindou é que antes havia limites para os sacrifícios,…pois a culpa era do Sócrates! , agora já não há pois a culpa é da conjuntura! Nas comunicações que fez ao País (antes da queda do Governo) nunca referenciou a crise da Europa , mas agora defende algo notável : O BCE deve comprar divida dos Países periféricos duma forma ilimitada. Repito Ilimitada!!! Eu fiquei atónico, mas tenho a certeza e esperança, reforçando o que atrás mencionei, que os Líderes Europeus devem se preocupara tanto com o nosso PR , como eu próprio de algum tempo para cá : ou seja ,lixo.

Tantos e tantos queriam reinventar um clássico da Política : a suposta herança do Governo anterior. Afinal depois da poeira assentar, registam-se dois grandes desvios colossais: A Madeira (€1,2 b) e o BPN (€0,4b). Bom, não quero voltar á cor política , mas que existem algumas coincidências lá isso existem,…

Deixo-vos a minha avaliação dos primeiros 100 dias do novo Governo. Penso que é já possível fazer uma primeira avaliação, que com simpatia lhe atribuía um Suficiente (11 valores). Este é o “breakdown” : Paulo Campos (Muito Bom); Ministro da Finanças (BOM); Primeiro Ministro (Satisfaz +) ; Portas (Satisfaz), e a seguir um mar de mediocridade,…. Um Super Ministro da Economia desparecido, com dotes de Incapacidade. Pois é , não basta escrever um livro a partir do Canadá (Vancouver) no papel de profeta da desgraça ! Agora é preciso fazer e ter ideias. Pois, pois .
O da Educação tinha uma revolução para fazer ,…. mas esta semana desviou para outros fins o dinheiro destinado para os melhores alunos do secundário. Castigando o mérito! Pobres maquinas de calcular! Depois Miguel Relvas, brinda-nos com intervenções brilhantes como esta tirada: «estávamos empatados com a Grécia e agora descolamos» - quando um Político “pequenino “ , em tempos de crise e dificuldades, a única coisa que tem para dizer ao País é que eles são os bons e os outros eram os maus , é sinal de preocupação muito grave ,…

Volto a pedir aos meus amigos que não se acomodem
Participem, escrevam e colaborem com a vossa massa critica.


Um grande abraço
Joaquim