Culpar sempre os outros, para explicar e desculpar as próprias medidas. Este é o mais básico e clássico truque, que mais não é que a pior das qualidades do Português: sempre “eles” os malvados, e nós os iluminados. Ou a dicotomia entre os bons e os maus. Mas o pior não é essa avaliação facciosa, mas a mentira que a sustenta.
O governa refugia a sua acção num buraco de três mil milhões de euros. Ou a falaciosa teoria de se já ter gasto 70% do défice anualizado. O que é que eles viram que a Troika não viu ? O que é que eles viram para além dos 1,6 mil milhões reportado pela da União Europeia? E calma, os mesmos 1,6 mil milhões são explicados por 3 curiosas componentes: o buraco da Madeira, o Buraco do BPN, e a quebra de receita não corrente. Onde está na execução orçamental a responsabilidade do anterior Governo!? O anterior executivo em 2011, governou 3 meses, mais dois meses em governo de Gestão. É preciso muita lata para alguém se desculpabilizar com este embuste de suposto desvio.
Mas é na substância que está o previsível desastre. O Mentira colossal vai indexar num erro colossal. Explico porquê. Na minha perspectiva, como Economista, as reformas e nomeadamente as da administração Publica, devem ser feitas em alturas de expansão económica. É nestas circunstâncias que o estado tem de equilibrar e até criar um folga nas contas publicas, para poder á posterior ser uma almofada de injecção de cash na economia quando esta entra em contracção. O estado deve ser o contra ciclo dos ciclos da Economia.
Os Governos de Cavaco e Guterres não fizeram este trabalho. E de aqui resultaram os problemas de crescimento e consequente Endividamento.
Voltando ás medidas do Governo. O problema não está na equidade dos sacrifícios. O problema está neste voluntarismo inútil de se querer mostrar mais serviço que o requerido pela Troika. Esse voluntarismo idiota vai levar o País para o abismo. Esse abismo levará ao Incumprimento. Estas medidas vão acelerar o actual ciclo recessivo. Não havia necessidade. O Financiamento foi garantido cumprindo o memorando assinado com a Troika. Mais do que isso levará a cisões sociais. O clico passa a ser Invertível. E desta forma: mais austeridade traduz-se em mais recessão. Mais recessão implica mais défice. Mais défice potencia mais divida. Mais divida requer novamente mais austeridade. É um beco sem saída. Ou a única saída é o dowgrade da sociedade. O empobrecimento é o único output do referido ciclo. Tem razão o Primeiro Ministro quando defende que a saída da crise da Divida passa pelo empobrecimento País. Tem razão na tese, mas falha redondamente na cura. Estas medidas de autoridade não são preventivas, mas sim o acelerador definitivo para o default. Assim sim, o empobrecimento é irreversível.
Isto, meus amigos, foi rigorosamente a solução suicida para a Grécia. E hoje é o próprio FMI que reconhece que o garrote financeiro da Grécia não resultou. Mais, hoje é o próprio FMI que não quer repetir a asneira em Portugal, sugerindo estímulos ao crescimento. Eles não querem, mas o nosso Governo sim, quer. Repito: a mentira colossal vai indexar num erro colossal.
Um abraço
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Já chegamos á Madeira.
«A Madeira é um exemplo de desenvolvimento e de Gestão de dinheiros públicos». Sabem o Autor(a) desta citação? Manuela Ferreira Leite em Setembro de 2009. Pelo menos não falta coerência: o espectáculo deplorável da Madeira está ao nível desse grande embuste de estadista que nos queriam vender.
Não venham agora com a conversa a treta da Democratização da culpa. Não venham agora com o Tribunal de contas, INE, ou outros. Não democratizem a culpa quando esta tem um rosto. Não estendam responsabilidades Politicas quando estas têm uma cor. Não desculpabilizem, defendendo á boa maneira Portuguesa que afinal são todos iguais. Muitos achavam Graça. Só que esta Graça vai ficar agora muito cara. Não me parece é que os que contribuíram para o circo queiram agora pagar. Ou os que gostam deste espectáculo deprimente, estejam na frente dos sacrifícios para tapar o buraco. Penso que para além da tragédia financeira esta é uma questão de sanidade mental. Esconder despesa ao governo central e União Europeia é crime. É crime violar grosseiramente obrigações legais. E é eticamente deplorável. Mais ainda, quando confirmado que foi feito deliberamente, sem qualquer sinal de arrependimento, constrangimento ou vergonha. Isto não é autoritarismo, mas má educação. Não é uma forma de fazer Política, mas sim o caciquismo do pior da Política. Não é querer ser-se inimputável, mas sim grotesco e boçal. Não é querer ser-se engraçado, mas ser-se palhaço. Nem sequer é ser-se um básico de baixo nível com falhas de formação, mas sim um palerma.
E como é feita a defesa por toda esta entourage?! Pois bem, vou explicar e seguro que estarão de acordo. Qual é a velha técnica? Muito simples : criar um Inimigo comum. Um demagogo para arregimento das forças internas cria um inimigo comum. O Insulto passa a ser arma para gerar mais ódio , e esconder a própria mediocridade. Assim os que não alinham pelo discurso oficial são intitulados como os traidores. O tal inimigo comum foi, é, e será Jose Sócrates. Mas que grande homenagem ao ex. PM! Sem duvida que o azeite vem sempre ao de cima. Apenas um único Político repudiou a tempo este desastre. Sim, o mesmo que foi culpado pela crise interna e global (!). Sim, o mesmo que confrontou o lóbi cooperativista. Sim, o mesmo e único que quis inverter o Status Quo. Logo desagradou porque governou em circunstâncias tremendamente difíceis. O Homem que “carregou” sozinho a crise e as frustrações de muitos, para que o colapso fosse evitado, mas que não desistiu ou fugiu. Percebe-se o porquê de tanto Ódio e Cobardia.
Mas o paradigma da Madeira brindou-nos ainda com o maior dos anacronismos: Um Presidente da República fútil, tendencioso e Inócuo. Uma sensação generalizada, que o senhor está ultrapassado e vencido pelo tempo. Na entrevista desta semana dos 100 dias de governo veio-nos comunicar que antes alertou para o descalabro da divida por culpa do anterior governo (Qual crise Internacional qual quê!), mas que agora tudo depende da Grécia e da evolução da crise Internacional. Ou seja ,depende agora da mesma crise que antes não existia! Depois diz que tinha avisado. Mas avisado se quê? Que o Sub prime iria induzir uma crise financeira numa crise económica á escala Global!? Mas qual era a substância dos avisos? Não entendo como é que a Irlanda , Espanha, Itália , Reino Unido , Estados Unidos e o resto de todos os outros Países, não seguiram os iluminados avisos do PR de Portugal. A seguir brinda-nos que o agora maior buraco da democracia Portuguesa, se resume a uma questão de estilo do Dr: Jardim (repita lá ,por favor !) . Quando lhe foi feita a pergunta relativamente ao facto dos impostos adicionais serem sobre o Rendimento , o sr: PR teve uma resposta absolutamente evasiva : « o problema de taxar os rendimentos tem a haver com a cultura histórica do legislador» Fiquei perplexo.
Outra ideia que nos brindou é que antes havia limites para os sacrifícios,…pois a culpa era do Sócrates! , agora já não há pois a culpa é da conjuntura! Nas comunicações que fez ao País (antes da queda do Governo) nunca referenciou a crise da Europa , mas agora defende algo notável : O BCE deve comprar divida dos Países periféricos duma forma ilimitada. Repito Ilimitada!!! Eu fiquei atónico, mas tenho a certeza e esperança, reforçando o que atrás mencionei, que os Líderes Europeus devem se preocupara tanto com o nosso PR , como eu próprio de algum tempo para cá : ou seja ,lixo.
Tantos e tantos queriam reinventar um clássico da Política : a suposta herança do Governo anterior. Afinal depois da poeira assentar, registam-se dois grandes desvios colossais: A Madeira (€1,2 b) e o BPN (€0,4b). Bom, não quero voltar á cor política , mas que existem algumas coincidências lá isso existem,…
Deixo-vos a minha avaliação dos primeiros 100 dias do novo Governo. Penso que é já possível fazer uma primeira avaliação, que com simpatia lhe atribuía um Suficiente (11 valores). Este é o “breakdown” : Paulo Campos (Muito Bom); Ministro da Finanças (BOM); Primeiro Ministro (Satisfaz +) ; Portas (Satisfaz), e a seguir um mar de mediocridade,…. Um Super Ministro da Economia desparecido, com dotes de Incapacidade. Pois é , não basta escrever um livro a partir do Canadá (Vancouver) no papel de profeta da desgraça ! Agora é preciso fazer e ter ideias. Pois, pois .
O da Educação tinha uma revolução para fazer ,…. mas esta semana desviou para outros fins o dinheiro destinado para os melhores alunos do secundário. Castigando o mérito! Pobres maquinas de calcular! Depois Miguel Relvas, brinda-nos com intervenções brilhantes como esta tirada: «estávamos empatados com a Grécia e agora descolamos» - quando um Político “pequenino “ , em tempos de crise e dificuldades, a única coisa que tem para dizer ao País é que eles são os bons e os outros eram os maus , é sinal de preocupação muito grave ,…
Volto a pedir aos meus amigos que não se acomodem
Participem, escrevam e colaborem com a vossa massa critica.
Um grande abraço
Joaquim
Não venham agora com a conversa a treta da Democratização da culpa. Não venham agora com o Tribunal de contas, INE, ou outros. Não democratizem a culpa quando esta tem um rosto. Não estendam responsabilidades Politicas quando estas têm uma cor. Não desculpabilizem, defendendo á boa maneira Portuguesa que afinal são todos iguais. Muitos achavam Graça. Só que esta Graça vai ficar agora muito cara. Não me parece é que os que contribuíram para o circo queiram agora pagar. Ou os que gostam deste espectáculo deprimente, estejam na frente dos sacrifícios para tapar o buraco. Penso que para além da tragédia financeira esta é uma questão de sanidade mental. Esconder despesa ao governo central e União Europeia é crime. É crime violar grosseiramente obrigações legais. E é eticamente deplorável. Mais ainda, quando confirmado que foi feito deliberamente, sem qualquer sinal de arrependimento, constrangimento ou vergonha. Isto não é autoritarismo, mas má educação. Não é uma forma de fazer Política, mas sim o caciquismo do pior da Política. Não é querer ser-se inimputável, mas sim grotesco e boçal. Não é querer ser-se engraçado, mas ser-se palhaço. Nem sequer é ser-se um básico de baixo nível com falhas de formação, mas sim um palerma.
E como é feita a defesa por toda esta entourage?! Pois bem, vou explicar e seguro que estarão de acordo. Qual é a velha técnica? Muito simples : criar um Inimigo comum. Um demagogo para arregimento das forças internas cria um inimigo comum. O Insulto passa a ser arma para gerar mais ódio , e esconder a própria mediocridade. Assim os que não alinham pelo discurso oficial são intitulados como os traidores. O tal inimigo comum foi, é, e será Jose Sócrates. Mas que grande homenagem ao ex. PM! Sem duvida que o azeite vem sempre ao de cima. Apenas um único Político repudiou a tempo este desastre. Sim, o mesmo que foi culpado pela crise interna e global (!). Sim, o mesmo que confrontou o lóbi cooperativista. Sim, o mesmo e único que quis inverter o Status Quo. Logo desagradou porque governou em circunstâncias tremendamente difíceis. O Homem que “carregou” sozinho a crise e as frustrações de muitos, para que o colapso fosse evitado, mas que não desistiu ou fugiu. Percebe-se o porquê de tanto Ódio e Cobardia.
Mas o paradigma da Madeira brindou-nos ainda com o maior dos anacronismos: Um Presidente da República fútil, tendencioso e Inócuo. Uma sensação generalizada, que o senhor está ultrapassado e vencido pelo tempo. Na entrevista desta semana dos 100 dias de governo veio-nos comunicar que antes alertou para o descalabro da divida por culpa do anterior governo (Qual crise Internacional qual quê!), mas que agora tudo depende da Grécia e da evolução da crise Internacional. Ou seja ,depende agora da mesma crise que antes não existia! Depois diz que tinha avisado. Mas avisado se quê? Que o Sub prime iria induzir uma crise financeira numa crise económica á escala Global!? Mas qual era a substância dos avisos? Não entendo como é que a Irlanda , Espanha, Itália , Reino Unido , Estados Unidos e o resto de todos os outros Países, não seguiram os iluminados avisos do PR de Portugal. A seguir brinda-nos que o agora maior buraco da democracia Portuguesa, se resume a uma questão de estilo do Dr: Jardim (repita lá ,por favor !) . Quando lhe foi feita a pergunta relativamente ao facto dos impostos adicionais serem sobre o Rendimento , o sr: PR teve uma resposta absolutamente evasiva : « o problema de taxar os rendimentos tem a haver com a cultura histórica do legislador» Fiquei perplexo.
Outra ideia que nos brindou é que antes havia limites para os sacrifícios,…pois a culpa era do Sócrates! , agora já não há pois a culpa é da conjuntura! Nas comunicações que fez ao País (antes da queda do Governo) nunca referenciou a crise da Europa , mas agora defende algo notável : O BCE deve comprar divida dos Países periféricos duma forma ilimitada. Repito Ilimitada!!! Eu fiquei atónico, mas tenho a certeza e esperança, reforçando o que atrás mencionei, que os Líderes Europeus devem se preocupara tanto com o nosso PR , como eu próprio de algum tempo para cá : ou seja ,lixo.
Tantos e tantos queriam reinventar um clássico da Política : a suposta herança do Governo anterior. Afinal depois da poeira assentar, registam-se dois grandes desvios colossais: A Madeira (€1,2 b) e o BPN (€0,4b). Bom, não quero voltar á cor política , mas que existem algumas coincidências lá isso existem,…
Deixo-vos a minha avaliação dos primeiros 100 dias do novo Governo. Penso que é já possível fazer uma primeira avaliação, que com simpatia lhe atribuía um Suficiente (11 valores). Este é o “breakdown” : Paulo Campos (Muito Bom); Ministro da Finanças (BOM); Primeiro Ministro (Satisfaz +) ; Portas (Satisfaz), e a seguir um mar de mediocridade,…. Um Super Ministro da Economia desparecido, com dotes de Incapacidade. Pois é , não basta escrever um livro a partir do Canadá (Vancouver) no papel de profeta da desgraça ! Agora é preciso fazer e ter ideias. Pois, pois .
O da Educação tinha uma revolução para fazer ,…. mas esta semana desviou para outros fins o dinheiro destinado para os melhores alunos do secundário. Castigando o mérito! Pobres maquinas de calcular! Depois Miguel Relvas, brinda-nos com intervenções brilhantes como esta tirada: «estávamos empatados com a Grécia e agora descolamos» - quando um Político “pequenino “ , em tempos de crise e dificuldades, a única coisa que tem para dizer ao País é que eles são os bons e os outros eram os maus , é sinal de preocupação muito grave ,…
Volto a pedir aos meus amigos que não se acomodem
Participem, escrevam e colaborem com a vossa massa critica.
Um grande abraço
Joaquim
segunda-feira, 28 de março de 2011
A apoteose da irresponsabilidade
O governo caiu. Compreendo o contentamento de alguns, pelo facto de governar significar cada vez mais desagradar. Mais evidente ainda nas circunstancias actuais onde não existe alternativa á austeridade. Mas outros rejubilam-se. Celebram, amplamente, aqueles que culpam sempre os outros e o Governo pelas suas próprias frustrações. Pelo seus auto insucessos. Mas até quando ? Não, não haja ilusões porque os que estão para vir vão ser as suas próximas vitimas. Os cobardes nunca assumem seja o que for, não tomam partido de nada, não dão a cara para não tirarem a cabeça da areia. O problema, meus amigos, é que as reformas necessárias neste país são suportadas pela linguagem de “ tasca “ que invade a comunicação social através daqueles que têm a responsabilidade de ser a suposta massa critica do País . É impossível para um Governo minoritário vencer esta mediocridade. Quando os cobardes são os analistas e os fazedores de opinião está decretada a ruína duma sociedade.
Estive na Alemanha a semana passada. A semana que acabou em crise politica. Acompanhei á distancia os acontecimentos, logo longe do ruído habitual. Ouvi e li a impressa internacional, mas também a opinião dos meus colegas locais . A perplexidade era total. Os mais entendidos que acompanham e investem nos mercados, falavam do impulso no euro e das bolsas após o programa de austeridade apresentado pelo governo Português ( pec iv). O euro valorizava, os juros da divida soberana baixavam. A execução orçamental ultrapassava as expectativas , com um “superavit” histórico . As expectativas da cimeira europeia eram boas com intuito do FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) poder comprar directamente divida no mercado secundário, criando assim um tecto para os juros. A alternativa era (vai ser agora!) o FMI com juros acima dos 11% (como a Irlanda e Grécia). Tudo isto conjugado com o unanimíssimo coro de elogios de todas as instituições e quadrantes políticos : OCDE , União Europeia , Banco Mundial ,BCE, agências de notação financeira. Estava a ser bem feito o que devia ser feito.
Só que a seguir veio a bomba atómica. A oposição chumbava no parlamento o pec iv – na minha opinião, a apoteose da IRRESPONSABILIDADE. Foi como trabalhar duro, com muitos sacrifícios e a seguir morrer na praia. O castigo deveria ser severo, para que irrepetível. O senhor Presidente da Republica foi o primeiro incendiário desta tragédia, com aquele lapidar discurso de tomada de posse. Inédito discurso este, de um PR cheio de ódio. Faccioso em vez de aglutinador. Dividiu em vez de unir. Atacou em vez de reconciliar . Demagógico, ao pedir redução de despesa, mas com limite aos sacrifícios! Atacou o governo mas acabou por “entalar” e condicionar o PSD, não lhe dando qualquer espaço de manobra para negociar seja o que fosse. Tudo isto induziu na queda do governo. Veja-se o que aconteceu a seguir.... Não, os mercados não se enganam. As agencias de notação financeira cortaram dois níveis o rating do País, só com um único facto : a queda do governo. Pelos vistos só na mediocridade da opinião dos makers em Portugal é profetizava que o governo era o empecilho dos mercados ! (se não fosse trágico dava vontade de rir !) A Chanceler Angela Merkel fez uma violentíssima critica á oposição em Portugal . Estavam á espera de quê? Que sejam os contribuintes alemães a pagar pela irresponsabilidade dos meninos bonitos da oposição!? Ou será dos auto intitulados incorruptíveis e segundo os quais os outros têm que nascer duas vezes para lhe chegarem aos calcanhares !! Não penso que Cavaco fosse um mau Primeiro Ministro, mas tenho a certeza que está a ser um péssimo Presidente da Republica. O pior dos últimos. É ele o primeiro logo o principal responsável desta crise Politica.
Quando regressei e ainda no aeroporto liguei o radio. Não queria acreditar nas duas noticias que ocupavam o espaço mediático.
A primeira era que o líder da oposição , ainda com as orelhas a arder – pós raspanete em Bruxelas , defendeu a eventual subida do IVA . Como ? Então não tinha implorado uma semana atrás a redução da despesa do estado e proibição da subida de impostos ! Notável para quem ainda só está na oposição , mas já com tantas vertigens! Como já referenciei neste Fórum , penso que apesar de tudo Passos Coelho está um pouco acima da decadência progressiva dos últimos Lideres laranjas.
Mas a outra noticia era ainda mais Brutal : com um governo demissionário, apesar da ainda não dissolução da Assembleia da Republica pelo PR, a oposição no parlamento brinda-nos com a revogação da avaliação dos professores. Não cria acreditar em tal oportunismo Politico. Nem sequer se disfarça a caça ao voto corporativo e deferimento do interesse Nacional . Deixo as perguntas : como vão explicar aos professores que se esforçaram para ter boas notas ? Quem, partindo daqui, vai fazer reformas na educação? O poder ficou na rua e nos Sindicatos. A mensagem que fica é de Laxismo em vez de exigência. Facilitismo em vez de Ambição. Inacção em vez de Reformismo. Esta é a maior das ilusões, porque infantil e perigosa.
Sinceramente não me revejo neste patamar “reles”. A antítese e a solução é só uma : liderança forte. Esta não se cultiva, ajusta ou manipula. Ou se tem ou não tem. A mediocridade dos fazedores de opinião tentou “matar” este primeiro ministro , pare eles continuarem a sua carreira de suicídio para o país . Vou agora falar de Sócrates e da sua liderança .
Se ainda fosse hábito atribuir cognomes, Sócrates seria certamente recordado pelo de lutador.
Nenhum outro político, desde o 25 de Abril, sofreu tanto ataque, tanta censura, tanto ódio. Nenhum outro Politico foi tão determinado em inverter o status quo. Nenhum outro foi tão corajoso em enfrentar a corja dos interesses instalados e cooperativistas. Se não fosse brilhante não tinha resistido tanto tempo a gente que vive na chafurdice da intriga e da insinuação, e que têm como única arma para justificarem a sua própria nulidade, o ataque pessoal de quem avança e reforma . Atacar Sócrates dá direito a título em prol de vaidade pessoal. O resto dá sono. Aqui emerge Sócrates como um lutador , alguém que não cede ou abandona só porque é difícil ou impopular . Raros são os políticos com tamanha força de determinação. O que exaspera mais os seus opositores, pois a recente história portuguesa mostra como é mais fácil e compensador desistir. Fugir .
Tenho a certeza que depois de assentar a poeira, muitos farão a história. E aí irremediavelmente serão saudosistas do carisma de Sócrates como estadista. Veja-se, Sócrates quando chegou ao poder, o País estava em recessão e com uma crise orçamental. O país, não a Europa. A Europa estava em expansão económica. Nessa altura os Países do sul da Europa já tinham corrigido o padrão da economia. A nossa cadeia de valor assentava na mão de obra intensiva, sem valor acrescentado e competitividade. Assim, as nossa grandes referência eram a Grécia ( objecto de comparação e de lamurias) e a Irlanda ( esse grande modelo económico a seguir !) . Pois bem , chegamos a Março de 2011 , e o que aconteceu ?? A crise financeira mergulha a economia global na maior recessão da historia. Todos sem excepção (que não é novidade !) Nessa altura traçaram o destino do País. «que iria bater imediatamente na parede , que seria o primeiro a cair , que não iria existir dinheiro para pagar salários , e claro que a culpa da crise ( pasme-se !) era de Sócrates !etc,..etc» .
Pois bem, com a maior crise da história , com a necessidade de converter definitivamente o estrutura da economia e das exportações , com as reformas em curso na educação , saúde e administração publica , com um esforço simultâneo de investimento em energias alternativas e na modernização de país ( investimento significa Esforço agora ,para retorno no Futuro ), e com o ataque especulativo dos mercados ao euro , logo ás economias mais periféricas, .... Então o que aconteceu ? Qual foi resultado ? Todos esperavam o apocalipse ! Pois bem , o País resistiu e não entrou em bancarrota, nem foi resgatado . Não só não caiu, como foram os outros que se a afundaram. E porquê !!?? Porque Sócrates resistiu, lutou, trabalhou e puxou incondicionalmente pelo país. Procurou como uma energia impar o investimento externo , e a procura de diversificação da divida para aliviar os seus encargos . Tantas e tantas vezes era o único timoneiro, o resto, eram desculpas e incapacidade. Ou pura inveja e maledicência . Antes e depois do governo cair , convido os meus amigos a ler ou reler o que a imprensa internacional escreveu ( Wall Street Journal , FT , The NYT , WP , Die Zeit , Faz , El País, ABC, Figaro ,...). Estes não mudaram a tónica porquê o governo caiu, reconheceram-lhe mérito . Os mercados não são emotivos, mas brindam a competência. Cá dentro o importante era assassinar , ...o timoneiro. Sobram-me as palavras !!!!....
Fácil é falar mal . Ridículo é faze-lo permanentemente . Indecoroso é assumi-lo como uma cultura. Os que me conhecem bem, sabem que em nenhuma circunstancia me escondo. O que acabo de escrever é contra a maré, e o politicamente correcto. Fácil é ser-se pessimista e ir-se na onda . Ser-se optimista dá trabalho .
Não vejo a politica, como um clube de futebol . Se “mataram” o mais brilhante Politico da democracia Portuguesa , é-me agora indiferente quem vai ser ( á excepção de António Costa ) o novo Primeiro Ministro, seja : Passos Coelho , Francisco Assis , Rui Rio , Antonio Vitorino, Antonio Borges , Jose Seguro, Jaime Gama . Ou se quiserem num patamar de mediocridade : Ferreira Leite , Manuel Alegre , Marques Mendes , Maria Carrilho , Ana Gomes ,Aguiar Branco ,...
Deixo-vos, neste ultimo paragrafo, o pessimismo de um optimista – por isso conta muito.
Um grande abraço
Joaquim
Estive na Alemanha a semana passada. A semana que acabou em crise politica. Acompanhei á distancia os acontecimentos, logo longe do ruído habitual. Ouvi e li a impressa internacional, mas também a opinião dos meus colegas locais . A perplexidade era total. Os mais entendidos que acompanham e investem nos mercados, falavam do impulso no euro e das bolsas após o programa de austeridade apresentado pelo governo Português ( pec iv). O euro valorizava, os juros da divida soberana baixavam. A execução orçamental ultrapassava as expectativas , com um “superavit” histórico . As expectativas da cimeira europeia eram boas com intuito do FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) poder comprar directamente divida no mercado secundário, criando assim um tecto para os juros. A alternativa era (vai ser agora!) o FMI com juros acima dos 11% (como a Irlanda e Grécia). Tudo isto conjugado com o unanimíssimo coro de elogios de todas as instituições e quadrantes políticos : OCDE , União Europeia , Banco Mundial ,BCE, agências de notação financeira. Estava a ser bem feito o que devia ser feito.
Só que a seguir veio a bomba atómica. A oposição chumbava no parlamento o pec iv – na minha opinião, a apoteose da IRRESPONSABILIDADE. Foi como trabalhar duro, com muitos sacrifícios e a seguir morrer na praia. O castigo deveria ser severo, para que irrepetível. O senhor Presidente da Republica foi o primeiro incendiário desta tragédia, com aquele lapidar discurso de tomada de posse. Inédito discurso este, de um PR cheio de ódio. Faccioso em vez de aglutinador. Dividiu em vez de unir. Atacou em vez de reconciliar . Demagógico, ao pedir redução de despesa, mas com limite aos sacrifícios! Atacou o governo mas acabou por “entalar” e condicionar o PSD, não lhe dando qualquer espaço de manobra para negociar seja o que fosse. Tudo isto induziu na queda do governo. Veja-se o que aconteceu a seguir.... Não, os mercados não se enganam. As agencias de notação financeira cortaram dois níveis o rating do País, só com um único facto : a queda do governo. Pelos vistos só na mediocridade da opinião dos makers em Portugal é profetizava que o governo era o empecilho dos mercados ! (se não fosse trágico dava vontade de rir !) A Chanceler Angela Merkel fez uma violentíssima critica á oposição em Portugal . Estavam á espera de quê? Que sejam os contribuintes alemães a pagar pela irresponsabilidade dos meninos bonitos da oposição!? Ou será dos auto intitulados incorruptíveis e segundo os quais os outros têm que nascer duas vezes para lhe chegarem aos calcanhares !! Não penso que Cavaco fosse um mau Primeiro Ministro, mas tenho a certeza que está a ser um péssimo Presidente da Republica. O pior dos últimos. É ele o primeiro logo o principal responsável desta crise Politica.
Quando regressei e ainda no aeroporto liguei o radio. Não queria acreditar nas duas noticias que ocupavam o espaço mediático.
A primeira era que o líder da oposição , ainda com as orelhas a arder – pós raspanete em Bruxelas , defendeu a eventual subida do IVA . Como ? Então não tinha implorado uma semana atrás a redução da despesa do estado e proibição da subida de impostos ! Notável para quem ainda só está na oposição , mas já com tantas vertigens! Como já referenciei neste Fórum , penso que apesar de tudo Passos Coelho está um pouco acima da decadência progressiva dos últimos Lideres laranjas.
Mas a outra noticia era ainda mais Brutal : com um governo demissionário, apesar da ainda não dissolução da Assembleia da Republica pelo PR, a oposição no parlamento brinda-nos com a revogação da avaliação dos professores. Não cria acreditar em tal oportunismo Politico. Nem sequer se disfarça a caça ao voto corporativo e deferimento do interesse Nacional . Deixo as perguntas : como vão explicar aos professores que se esforçaram para ter boas notas ? Quem, partindo daqui, vai fazer reformas na educação? O poder ficou na rua e nos Sindicatos. A mensagem que fica é de Laxismo em vez de exigência. Facilitismo em vez de Ambição. Inacção em vez de Reformismo. Esta é a maior das ilusões, porque infantil e perigosa.
Sinceramente não me revejo neste patamar “reles”. A antítese e a solução é só uma : liderança forte. Esta não se cultiva, ajusta ou manipula. Ou se tem ou não tem. A mediocridade dos fazedores de opinião tentou “matar” este primeiro ministro , pare eles continuarem a sua carreira de suicídio para o país . Vou agora falar de Sócrates e da sua liderança .
Se ainda fosse hábito atribuir cognomes, Sócrates seria certamente recordado pelo de lutador.
Nenhum outro político, desde o 25 de Abril, sofreu tanto ataque, tanta censura, tanto ódio. Nenhum outro Politico foi tão determinado em inverter o status quo. Nenhum outro foi tão corajoso em enfrentar a corja dos interesses instalados e cooperativistas. Se não fosse brilhante não tinha resistido tanto tempo a gente que vive na chafurdice da intriga e da insinuação, e que têm como única arma para justificarem a sua própria nulidade, o ataque pessoal de quem avança e reforma . Atacar Sócrates dá direito a título em prol de vaidade pessoal. O resto dá sono. Aqui emerge Sócrates como um lutador , alguém que não cede ou abandona só porque é difícil ou impopular . Raros são os políticos com tamanha força de determinação. O que exaspera mais os seus opositores, pois a recente história portuguesa mostra como é mais fácil e compensador desistir. Fugir .
Tenho a certeza que depois de assentar a poeira, muitos farão a história. E aí irremediavelmente serão saudosistas do carisma de Sócrates como estadista. Veja-se, Sócrates quando chegou ao poder, o País estava em recessão e com uma crise orçamental. O país, não a Europa. A Europa estava em expansão económica. Nessa altura os Países do sul da Europa já tinham corrigido o padrão da economia. A nossa cadeia de valor assentava na mão de obra intensiva, sem valor acrescentado e competitividade. Assim, as nossa grandes referência eram a Grécia ( objecto de comparação e de lamurias) e a Irlanda ( esse grande modelo económico a seguir !) . Pois bem , chegamos a Março de 2011 , e o que aconteceu ?? A crise financeira mergulha a economia global na maior recessão da historia. Todos sem excepção (que não é novidade !) Nessa altura traçaram o destino do País. «que iria bater imediatamente na parede , que seria o primeiro a cair , que não iria existir dinheiro para pagar salários , e claro que a culpa da crise ( pasme-se !) era de Sócrates !etc,..etc» .
Pois bem, com a maior crise da história , com a necessidade de converter definitivamente o estrutura da economia e das exportações , com as reformas em curso na educação , saúde e administração publica , com um esforço simultâneo de investimento em energias alternativas e na modernização de país ( investimento significa Esforço agora ,para retorno no Futuro ), e com o ataque especulativo dos mercados ao euro , logo ás economias mais periféricas, .... Então o que aconteceu ? Qual foi resultado ? Todos esperavam o apocalipse ! Pois bem , o País resistiu e não entrou em bancarrota, nem foi resgatado . Não só não caiu, como foram os outros que se a afundaram. E porquê !!?? Porque Sócrates resistiu, lutou, trabalhou e puxou incondicionalmente pelo país. Procurou como uma energia impar o investimento externo , e a procura de diversificação da divida para aliviar os seus encargos . Tantas e tantas vezes era o único timoneiro, o resto, eram desculpas e incapacidade. Ou pura inveja e maledicência . Antes e depois do governo cair , convido os meus amigos a ler ou reler o que a imprensa internacional escreveu ( Wall Street Journal , FT , The NYT , WP , Die Zeit , Faz , El País, ABC, Figaro ,...). Estes não mudaram a tónica porquê o governo caiu, reconheceram-lhe mérito . Os mercados não são emotivos, mas brindam a competência. Cá dentro o importante era assassinar , ...o timoneiro. Sobram-me as palavras !!!!....
Fácil é falar mal . Ridículo é faze-lo permanentemente . Indecoroso é assumi-lo como uma cultura. Os que me conhecem bem, sabem que em nenhuma circunstancia me escondo. O que acabo de escrever é contra a maré, e o politicamente correcto. Fácil é ser-se pessimista e ir-se na onda . Ser-se optimista dá trabalho .
Não vejo a politica, como um clube de futebol . Se “mataram” o mais brilhante Politico da democracia Portuguesa , é-me agora indiferente quem vai ser ( á excepção de António Costa ) o novo Primeiro Ministro, seja : Passos Coelho , Francisco Assis , Rui Rio , Antonio Vitorino, Antonio Borges , Jose Seguro, Jaime Gama . Ou se quiserem num patamar de mediocridade : Ferreira Leite , Manuel Alegre , Marques Mendes , Maria Carrilho , Ana Gomes ,Aguiar Branco ,...
Deixo-vos, neste ultimo paragrafo, o pessimismo de um optimista – por isso conta muito.
Um grande abraço
Joaquim
sábado, 26 de setembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
PROFETAS DA DESGRAÇA : "A Hora da Verdade"
Caros Amigos.
Daquilo que tenho observado, a diferentes níveis e circunstâncias, vou enumerar-vos aquilo que, na minha opinião, sustenta o intuito da maledicência por parte dos profetas da desgraça.
Podem dizer-me que esta é uma constatação em todos os Países e culturas. Talvez, mas retenho para mim que este é o principal travão do País. Porquê? Porque esta profecia está incutida na esmagadora maioria dos fazedores de opinião, analistas e comentadores. Em antítese, estes deveriam ser a massa critica do País. Deveriam apontar um caminho, fundamentando o correcto do incorrecto. Diagnosticando Riscos e Oportunidades. Diferenciando o essencial do acessório. Mas em contraste a esse potencial valor acrescentado, proferem aquilo que vos vou descrever a seguir. Como tinha razão Camões que tão prematuramente diabolizava com os velhos do Restelo em contraponto à glorificação das navegações portuguesas narradas por essa notável referência da Literatura. Sempre foi assim: quando o País quer Avançar os Velhos do Restelo multiplicam-se. Que triste fado.
Existe à partida um mérito que, infelizmente, lhes reconheço. É o objectivo permanente de nivelamento da sociedade e do Individuo: desvalorizam o mérito de quem faz e desculpabilizam os que não fazem ou fazem mal. Este nivelamento é a arma dos medíocres. Como vai tudo parar ao mesmo “saco”, tanto faz, no final o reconhecimento é idêntico. Defendo que Injustiça é tratar por igual o que é desigual. Tratar de forma diferente o que é diferente é praticar a igualdade. Pergunto: que motivação têm aqueles que todos os dias dão o seu melhor, que são empreendedores e que acrescentam riqueza?!
Os profeta da desgraça hipocritamente querem mostrar que se interessam pelo Pais, mas a lógica é que quanto pior melhor para eles. Quanto mais desgraça alheia melhor.
Interessa-lhes que o País recue e não avance nas estatísticas comparativas. Nascem como cogumelos, na comunicação social, quando os relatórios económicos divergem dos parceiros Europeus. Ignoram os factos quando os ratios económicos são de convergência. Hibernam quando o País requer optimismo e confiança. Nunca desalinham do politicamente correcto. Invejam quem se afirma e não suportam o seu sucesso. Não falam claro – disfarçam e geram enigmas. Não têm ambição, têm inveja. Não são íntegros, alavancam a conspiração. Mancham o sucesso dos outros gerando a suspeição e a dúvida. Odeiam o sucesso alheio. A honra não é uma virtude pois negam o confronto com a realidade. Tomam como parvos os outros com polémicas inúteis. Protagonizam a calúnia de baixa vilania. Mas são os Faraós da verdade, quando se alimentam precisamente da não verdade e da contra-informação. Aclamam o Kaká ou o Messi quando o resto do mundo se rende ao CR7. Mostram-se falaciosamente preocupados com a imagem do País, para logo a seguir acharem piroso ou patriotismo quando alguém é aclamado pela sua competência.
Trabalham pouco ou nada, mas vivem e alimentam-se humilhando os que trabalham e realizam. Têm muitos calos na Língua e nenhuns nas mãos. Quanto mais drama melhor. Apoiar ou incentivar responsabiliza, logo não se comprometem com coisa nenhuma. São exigentes com os outros, mas para eles nunca traçam uma meta ou objectivo. Mas são ávidos de conquistar o mediatismo. São habilidosos em criar o circo mediático - só assim saem da própria sombra. Metem a cabeça na areia permanentemente.
Adoram a crise. Correm para a TV sempre que espreita o escândalo ou há rumores. Antecipam esses rumores em verdades absolutas, desde que a carga seja negativa. Não interessam as fontes, mas sim o sensacionalismo do conteúdo. Invocam a tragédia. Nem sequer disfarçam um sorriso de satisfação quando alguém cai em desgraça. É Indiferente se os factos acontecem ou não. Diabolizam nas teorias, falam de tudo, mas não passam de pseudo-intelectuais. Interessa é provocar o miserabilismo. O rigor de análise é nulo. Perceptível é apenas o vazio das Ideias. Deslumbram-se quando vão para o Estrangeiro, quando a única coisa notável que eles fizeram foi atravessar a fronteira.
Tanto faz a noticia ser boa ou má, basta o facto de haver noticia para a manipularem. Quando nem sequer há notícias geram novos Fetiches.
Muitas vezes o ataque nem sequer tem rosto pois salvam-se do contraditório – é muito mais fácil dizer que a culpa é do sistema, da historia, dos Políticos, da sociedade, dos empresários, e claro do Governo - dos outros, nunca deles próprios.
Que delírio é ver os pseudo-entendidos em tudo a anteciparem a hecatombe! Mas bolas, nunca mais acontece... Reconheço-lhe esperteza saloia: nunca definem “timings”. Pois claro , assim a mesma miopia alimenta muitos episódios. Primeiro, era a entrada da crise onde estava traçado o destino: Portugal iria afundar-se de certeza absoluta ou numa versão “soft” iria ser o último a sair da crise. Pelos vistos faliram outros, e foram outros também que ficaram para trás no início da retoma. Mas nem assim perderam a vergonha. A prova-lo, veja-se, esta diária e crescente constatação nos Media: tanta mesa redonda com tanta gente quadrada!
Que deprimente é ver: Medina Carreira, Pacheco Pereira, António Barreto, Daniel Oliveira, Joaquim Aguiar, Carlos Abreu Amorim, Vasco Polido Valente... e seus muitos e muitos pares.
Este massificar de Profetas da maledicência definitivamente odeiam quem realiza obra e veneram o verbo: Cancelar, Suspender, Adiar, Rasgar, Riscar... Onde é que já ouvimos isto?! Não é um chavão mas uma máxima: os que menos fazem são os que mais falam mal de tudo e de todos. Os que mais veneram a verdade são os que mais a instrumentalizam. Desculpem a linguagem: há seitas que invocam a verdade absoluta com mais “low profile”. E no intuito de chegar ao poder não conseguem argumentar melhor que para além dos habituais e banais clichés.
Pois é, já todos percebemos. Mas pior é esta dicotomia ser partilhada por candidatos(as) a primeiro-ministro. Tenho por meu um “feeling” que o povo não vai embarcar e vai mostrar mais uma vez a sua lucidez no momento de decidir, e que vão aniquilar o ruído e a mediocridade. Vamos ver o grau de resistência a tantos e tantos desgraçados “opinion makers”…
Entre as centenas de Gafes com que fomos brindados em tão pouco tempo, destaco esta e passo a citar: “ Defendo a Independência Económica do País”. Por favor, voltem a ler. De lapidar... Isto já não é irresponsabilidade, é um insulto á Inteligência. Ou no mínimo, o populismo e a demagogia no seu expoente máximo. Eu acrescento, fechem as Fronteiras e a Economia. Fechem as empresas e construam um muro – assim já podemos ficar orgulhosamente sós. Pobrezinhos mas Honrados. Mesmo os que afortunadamente não ouviram a citação já descodificaram quem é o/(a) titular deste “desastre”. Alguém que a certa altura foi titulada como rigorosa e entendida de Finanças. Afinal não tem nada para dizer, a não ser falar mal dos outros. Não, não consegue mesmo articular duas ideias e não sai uma frase com o mínimo de sentido. A essência do conteúdo é vaga, fútil, e vulgarmente Inócua. Confrangedor. É já o maior bluff da democracia portuguesa – os anteriores e os que virão taram-na como padrão da Incapacidade e Incompetência. Já diz o ditado: o azeite vem sempre ao de cima. Esta é maquiavelicamente a melhor tradução da Política da Verdade. Estamos esclarecidos.
O que vai estar em causa no próximo Domingo é, na minha opinião, a possibilidade do maior retrocesso histórico no desenvolvimento e modernidade do País. O paradoxo é que esta tese possa funcionar uma vez numa determinada circunstância. Quero dizer que para quem não tem ideias ou programas a demagogia pode fatalmente funcionar numa decisão/eleição crucial. Mas acredito em contraponto, que quem só se alimenta com “bota-abaixo”, a sua voz conta cada vez menos para os que pensam, ouvem e diferenciam o trigo do joio. Só ganha Credibilidade na crítica quem ousa diagnosticar virtudes e erros, apontando um caminho ou uma alternativa. É ao valorizar o que os outros fazem de positivo que se tem legitimidade para apontar o que efectivamente está mal. O oposto induz no Caciquismo Politico.
Se o maior desporto nacional é deitar abaixo tudo o que mexe, não contem comigo para este peditório. Os que me conhecem bem, sabem que o digo com toda a convicção. Da minha parte, só me ouvirão incondicionalmente dizer mal daqueles que só mal dizem.
Daquilo que proferi, não tenho qualquer interesse pessoal, directo ou indirecto. Mas tenho uma opinião. Deixei-vos o meu contributo.
Um abraço
Daquilo que tenho observado, a diferentes níveis e circunstâncias, vou enumerar-vos aquilo que, na minha opinião, sustenta o intuito da maledicência por parte dos profetas da desgraça.
Podem dizer-me que esta é uma constatação em todos os Países e culturas. Talvez, mas retenho para mim que este é o principal travão do País. Porquê? Porque esta profecia está incutida na esmagadora maioria dos fazedores de opinião, analistas e comentadores. Em antítese, estes deveriam ser a massa critica do País. Deveriam apontar um caminho, fundamentando o correcto do incorrecto. Diagnosticando Riscos e Oportunidades. Diferenciando o essencial do acessório. Mas em contraste a esse potencial valor acrescentado, proferem aquilo que vos vou descrever a seguir. Como tinha razão Camões que tão prematuramente diabolizava com os velhos do Restelo em contraponto à glorificação das navegações portuguesas narradas por essa notável referência da Literatura. Sempre foi assim: quando o País quer Avançar os Velhos do Restelo multiplicam-se. Que triste fado.
Existe à partida um mérito que, infelizmente, lhes reconheço. É o objectivo permanente de nivelamento da sociedade e do Individuo: desvalorizam o mérito de quem faz e desculpabilizam os que não fazem ou fazem mal. Este nivelamento é a arma dos medíocres. Como vai tudo parar ao mesmo “saco”, tanto faz, no final o reconhecimento é idêntico. Defendo que Injustiça é tratar por igual o que é desigual. Tratar de forma diferente o que é diferente é praticar a igualdade. Pergunto: que motivação têm aqueles que todos os dias dão o seu melhor, que são empreendedores e que acrescentam riqueza?!
Os profeta da desgraça hipocritamente querem mostrar que se interessam pelo Pais, mas a lógica é que quanto pior melhor para eles. Quanto mais desgraça alheia melhor.
Interessa-lhes que o País recue e não avance nas estatísticas comparativas. Nascem como cogumelos, na comunicação social, quando os relatórios económicos divergem dos parceiros Europeus. Ignoram os factos quando os ratios económicos são de convergência. Hibernam quando o País requer optimismo e confiança. Nunca desalinham do politicamente correcto. Invejam quem se afirma e não suportam o seu sucesso. Não falam claro – disfarçam e geram enigmas. Não têm ambição, têm inveja. Não são íntegros, alavancam a conspiração. Mancham o sucesso dos outros gerando a suspeição e a dúvida. Odeiam o sucesso alheio. A honra não é uma virtude pois negam o confronto com a realidade. Tomam como parvos os outros com polémicas inúteis. Protagonizam a calúnia de baixa vilania. Mas são os Faraós da verdade, quando se alimentam precisamente da não verdade e da contra-informação. Aclamam o Kaká ou o Messi quando o resto do mundo se rende ao CR7. Mostram-se falaciosamente preocupados com a imagem do País, para logo a seguir acharem piroso ou patriotismo quando alguém é aclamado pela sua competência.
Trabalham pouco ou nada, mas vivem e alimentam-se humilhando os que trabalham e realizam. Têm muitos calos na Língua e nenhuns nas mãos. Quanto mais drama melhor. Apoiar ou incentivar responsabiliza, logo não se comprometem com coisa nenhuma. São exigentes com os outros, mas para eles nunca traçam uma meta ou objectivo. Mas são ávidos de conquistar o mediatismo. São habilidosos em criar o circo mediático - só assim saem da própria sombra. Metem a cabeça na areia permanentemente.
Adoram a crise. Correm para a TV sempre que espreita o escândalo ou há rumores. Antecipam esses rumores em verdades absolutas, desde que a carga seja negativa. Não interessam as fontes, mas sim o sensacionalismo do conteúdo. Invocam a tragédia. Nem sequer disfarçam um sorriso de satisfação quando alguém cai em desgraça. É Indiferente se os factos acontecem ou não. Diabolizam nas teorias, falam de tudo, mas não passam de pseudo-intelectuais. Interessa é provocar o miserabilismo. O rigor de análise é nulo. Perceptível é apenas o vazio das Ideias. Deslumbram-se quando vão para o Estrangeiro, quando a única coisa notável que eles fizeram foi atravessar a fronteira.
Tanto faz a noticia ser boa ou má, basta o facto de haver noticia para a manipularem. Quando nem sequer há notícias geram novos Fetiches.
Muitas vezes o ataque nem sequer tem rosto pois salvam-se do contraditório – é muito mais fácil dizer que a culpa é do sistema, da historia, dos Políticos, da sociedade, dos empresários, e claro do Governo - dos outros, nunca deles próprios.
Que delírio é ver os pseudo-entendidos em tudo a anteciparem a hecatombe! Mas bolas, nunca mais acontece... Reconheço-lhe esperteza saloia: nunca definem “timings”. Pois claro , assim a mesma miopia alimenta muitos episódios. Primeiro, era a entrada da crise onde estava traçado o destino: Portugal iria afundar-se de certeza absoluta ou numa versão “soft” iria ser o último a sair da crise. Pelos vistos faliram outros, e foram outros também que ficaram para trás no início da retoma. Mas nem assim perderam a vergonha. A prova-lo, veja-se, esta diária e crescente constatação nos Media: tanta mesa redonda com tanta gente quadrada!
Que deprimente é ver: Medina Carreira, Pacheco Pereira, António Barreto, Daniel Oliveira, Joaquim Aguiar, Carlos Abreu Amorim, Vasco Polido Valente... e seus muitos e muitos pares.
Este massificar de Profetas da maledicência definitivamente odeiam quem realiza obra e veneram o verbo: Cancelar, Suspender, Adiar, Rasgar, Riscar... Onde é que já ouvimos isto?! Não é um chavão mas uma máxima: os que menos fazem são os que mais falam mal de tudo e de todos. Os que mais veneram a verdade são os que mais a instrumentalizam. Desculpem a linguagem: há seitas que invocam a verdade absoluta com mais “low profile”. E no intuito de chegar ao poder não conseguem argumentar melhor que para além dos habituais e banais clichés.
Pois é, já todos percebemos. Mas pior é esta dicotomia ser partilhada por candidatos(as) a primeiro-ministro. Tenho por meu um “feeling” que o povo não vai embarcar e vai mostrar mais uma vez a sua lucidez no momento de decidir, e que vão aniquilar o ruído e a mediocridade. Vamos ver o grau de resistência a tantos e tantos desgraçados “opinion makers”…
Entre as centenas de Gafes com que fomos brindados em tão pouco tempo, destaco esta e passo a citar: “ Defendo a Independência Económica do País”. Por favor, voltem a ler. De lapidar... Isto já não é irresponsabilidade, é um insulto á Inteligência. Ou no mínimo, o populismo e a demagogia no seu expoente máximo. Eu acrescento, fechem as Fronteiras e a Economia. Fechem as empresas e construam um muro – assim já podemos ficar orgulhosamente sós. Pobrezinhos mas Honrados. Mesmo os que afortunadamente não ouviram a citação já descodificaram quem é o/(a) titular deste “desastre”. Alguém que a certa altura foi titulada como rigorosa e entendida de Finanças. Afinal não tem nada para dizer, a não ser falar mal dos outros. Não, não consegue mesmo articular duas ideias e não sai uma frase com o mínimo de sentido. A essência do conteúdo é vaga, fútil, e vulgarmente Inócua. Confrangedor. É já o maior bluff da democracia portuguesa – os anteriores e os que virão taram-na como padrão da Incapacidade e Incompetência. Já diz o ditado: o azeite vem sempre ao de cima. Esta é maquiavelicamente a melhor tradução da Política da Verdade. Estamos esclarecidos.
O que vai estar em causa no próximo Domingo é, na minha opinião, a possibilidade do maior retrocesso histórico no desenvolvimento e modernidade do País. O paradoxo é que esta tese possa funcionar uma vez numa determinada circunstância. Quero dizer que para quem não tem ideias ou programas a demagogia pode fatalmente funcionar numa decisão/eleição crucial. Mas acredito em contraponto, que quem só se alimenta com “bota-abaixo”, a sua voz conta cada vez menos para os que pensam, ouvem e diferenciam o trigo do joio. Só ganha Credibilidade na crítica quem ousa diagnosticar virtudes e erros, apontando um caminho ou uma alternativa. É ao valorizar o que os outros fazem de positivo que se tem legitimidade para apontar o que efectivamente está mal. O oposto induz no Caciquismo Politico.
Se o maior desporto nacional é deitar abaixo tudo o que mexe, não contem comigo para este peditório. Os que me conhecem bem, sabem que o digo com toda a convicção. Da minha parte, só me ouvirão incondicionalmente dizer mal daqueles que só mal dizem.
Daquilo que proferi, não tenho qualquer interesse pessoal, directo ou indirecto. Mas tenho uma opinião. Deixei-vos o meu contributo.
Um abraço
domingo, 14 de junho de 2009
QUERCUS Aderiu ao "Irremediavelmente pobres": Parem as barragens .
Hoje num flash de Noticias da rádio ouço essa insólita ( ou não ) reportagem onde a QUERCUS se manifesta na barragem do Belver , contra o plano Nacional de Barragens ,com uma ocupação pacifica . Motivo : colocam em causa os ecossistemas naturais.
E pasme-se : o turismo que os referidos ecossistemas arrasta , está em causa. Notável.
Mas meus amigos , isto não acontece futilmente . Estes factos são legitimados pela Politica de atacar tudo o que mexe e tudo o que é investimento! Essa mesma Politica que legitimamente ganhou as eleições no Domingo . Imaginem que isso acontece em Outubro !? Deus nos livre , da Ingovernabilidade, da suspensão dos projectos estruturantes ( até as barragens !) . Aí meus amigos , eu começaria a concordar com o “Portugal Irremediavelmente pobre e para sempre” - Ainda estamos a tempo de evitar " o voltar ao cinzentismo " ,…
Um abraço
Joaquim Marques
E pasme-se : o turismo que os referidos ecossistemas arrasta , está em causa. Notável.
Mas meus amigos , isto não acontece futilmente . Estes factos são legitimados pela Politica de atacar tudo o que mexe e tudo o que é investimento! Essa mesma Politica que legitimamente ganhou as eleições no Domingo . Imaginem que isso acontece em Outubro !? Deus nos livre , da Ingovernabilidade, da suspensão dos projectos estruturantes ( até as barragens !) . Aí meus amigos , eu começaria a concordar com o “Portugal Irremediavelmente pobre e para sempre” - Ainda estamos a tempo de evitar " o voltar ao cinzentismo " ,…
Um abraço
Joaquim Marques
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Carlos "O Perdedor"
Carlos Queiroz afirma : "O objectivo do jogo com a Estónia foi conseguido" !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Realmente,fazer um jogo paupérrimo e empatar com uma das mais fraquinhas selecções europeias (juntando a isto que um dos melhores foi o nosso guarda-redes...) só pode ser sinónimo de um "jogo conseguido" sobretudo se tivermos em conta que quem o diz é um "profissional" (????) habituado a perder .Assim se entende a "satisfação" de um empatezito na Estónia !!!!!!!!!!!!!
Que saudades do tempo (recentissimo) em que a Selecção entusiasmava e mobilizava o país !!!!
Realmente,fazer um jogo paupérrimo e empatar com uma das mais fraquinhas selecções europeias (juntando a isto que um dos melhores foi o nosso guarda-redes...) só pode ser sinónimo de um "jogo conseguido" sobretudo se tivermos em conta que quem o diz é um "profissional" (????) habituado a perder .Assim se entende a "satisfação" de um empatezito na Estónia !!!!!!!!!!!!!
Que saudades do tempo (recentissimo) em que a Selecção entusiasmava e mobilizava o país !!!!
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